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sexta-feira , 30 julho 2021
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Secretaria da Educação valoriza desafio de professores se reinventarem na pandemia

A Prefeitura de Votuporanga, por meio da Secretaria da Educação, vem incentivando, valorizando e reconhecendo no método de ensino e aprendizagem, que foi modificado há mais de um ano devido ao surgimento da pandemia da Covid-19, o trabalho de professores, educadores e profissionais da área. Diante disso, o cenário educacional adequou-se a uma nova realidade e se tornou um desafio pois, o que antes era lecionado presencialmente nas salas de aulas das escolas, passou a ser ensinado de modo remoto em plataformas virtuais. Para vários professores, o fator de se reinventarem vem sendo essencial para que possam dar continuidade em seus trabalhos durante a paralisação das aulas e, em muitos casos, mutuamente, o aprendizado pelo conhecimento tecnológico se tornou fundamental para criar vínculos e aproximação com os alunos.

Apesar do pouco tempo, mas muito intenso e necessário nesse momento difícil e desafiador, as aulas on-line fizeram com que os professores se esforçassem e reinventassem, tanto pedagogicamente quanto tecnologicamente, colaborando para um contato mais próximo aos alunos, fazendo surgir percepções positivas a si próprios e aos discentes, inclusive suas famílias, assim como demonstram depoimentos de alguns docentes, que pretendem agregá-las a seus planejamentos de ensino. Mesmo com essas mudanças, a Secretaria da Educação continua com a prática habitual do envio de atividades de materiais por e-mail para serem impressos ou retirados na própria escola.

Família, sociedade e educação
Nilma Célia Veroneis Oliveira é professora há 18 anos da rede municipal e leciona para alunos do 3º ano do Centro de Educação Municipal “Benedito Israel Duarte”. Além das aulas remotas diárias, Nilma também realiza edições ao vivo todas terças e quintas-feiras; na parte da manhã, com os alunos e, à noite, com os pais. A iniciativa dos encontros noturnos surgiu após diálogos com algumas famílias e correções de atividades, onde percebeu que algumas crianças não estão alfabetizadas e, sentindo a necessidade de alguém para ajudá-la a suprir o acompanhamento presencial e na orientação do aprendizado, desenvolveu esse processo com a presença de alguém da família.

“Esse momento exigiu uma reinvenção do trabalho pedagógico de todos os docentes e comigo não foi diferente. Aprendi a utilizar as ferramentas digitais básicas para estabelecer uma comunicação razoável com crianças e suas famílias e fiz cursos para aprender um pouco sobre edição de vídeos, entre outros”.

Para os alunos que não têm acesso à internet, Nilma elabora um roteiro com a explicação das atividades que pode ser impresso e retirado nas escolas. Para finalizar deixa uma mensagem do escritor Paulo Freire, onde diz que “se a educação sozinha, não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Educando e transformando o mundo
Para a professora Roberta Milani Regonatto Dias, do Centro de Educação Municipal “Professor Valdir Gonçalves de Lima”, esse ano o desafio de dar aulas foi maior, pois teve mudança de escola e público, já que passou a ministrar aulas para crianças do 1º ano, fazendo-a refletir sobre sua didática. Como forma de aproximação dos alunos e pais, afim de recepcionar e acalmar a ansiedade, produziu um vídeo com informações sobre a escola, funcionários e suas funções e se apresentando também, além da criação de um grupo no WhatsApp para manter contato e enviar materiais didáticos.

Mas com todo esse procedimento, sentiu a necessidade de um vínculo mais próximo às crianças e buscou opções para concretizar essa ideia. Pensando na facilidade que o Whatsapp proporciona, após planejamento e organização de um cronograma com dias e horários, decidiu realizar vídeos chamadas.
O primeiro contato foi feito individualmente com cada criança por meio de perguntas sobre seus interesses e hábitos fazendo-a sentir à vontade com a situação. No encontro seguinte foi feita uma gincana virtual com as crianças e alguns familiares, mas a professora não apenas conduziu a atividade como também interagiu caracterizada de palhaça e, como não havia falado, causou uma reação positiva nos seus alunos.

Como avaliação final a docente analisou como favorável esse método, pois trabalhou de forma lúdica e divertida atraindo a atenção e, mesmo tudo sendo realizado virtualmente, sentiu-se mais próxima, além de pedidos para que fizesse novamente esse tipo de atividade. “A alegria não ficou estampada somente nos rostinhos das crianças, mas nas famílias, pois alguns estavam com as avós, outros com tias, mães e até elas participaram. Amo minha profissão”, destaca Roberta com a sensação de dever cumprido e que pretende dar continuidade para poder contribuir na educação das crianças que diz ser o futuro e têm o poder de transformar a partir do momento que são transformadas.

Desafios e motivações
Com a suspensão das aulas presenciais, a educadora Gilmara Aparecida Salustiano Damasceno, do Centro de Educação Municipal e Escola Infantil “Professor Floriano Marzochi”, também se viu desarticulada sobre como dar andamento às suas aulas e sentindo-se incomodada com essa situação, procurou compreender quais atitudes deveria adotar, sempre pensando em seus alunos e famílias. Assim como outros colegas docentes, ela também teve de inovar e foi isso que fez.

Adequando-se ao mundo virtual, montou um modesto estúdio em sua casa com materiais simples, como tecido TNT colado na parede e utiliza seu celular apoiado em objetos para captar um bom enquadramento e iluminação e, assim, gravar suas aulas conforme roteiro criado por ela própria. Dessa forma, obteve como resultado a satisfação também dos pais dos alunos, pois reconheceram seu esforço e dedicação, parabenizando-a por meio de mensagens de apoio, carinho e gratidão, o que a motivou mais ainda a dar continuidade em aprender novas habilidades a serem utilizadas no processo de ensino.
Gilmara reconhece que ainda temos um longo caminho com muitos desafios e que devemos acreditar em nós mesmos para contribuir na transformação que a educação constitui no ser humano. “Evidentemente a tecnologia jamais substituirá o contato pessoal e a interação entre educadores e alunos e famílias, porém, o conhecimento já adquirido, somado às ferramentas tecnológicas possibilitaram a nós, educadores, dar um upgrade na prática educacional”.

Solidariedade e empatia
“Nada fácil no novo contexto”. É assim que a profissional Adriani Medeiros Flores, que leciona na Escola Municipal de Educação Infantil “Alberto Ferreira Lopes” para alunos da pré-escola, classifica a atual situação da educação. Com a paralisação das aulas, uma das dificuldades que vem encontrando é a falta de contato com seus alunos, pois, além de ensinar, também diz aprender muito interagindo com as crianças. Mas também destaca aspectos positivos, como solidariedade, tanto de outros colegas docentes que a ajudaram a adequar suas aulas e desenvolver atividades interessantes, como da própria família, pois com a ajuda da filha, criou um canal no YouTube e aprendeu a editar vídeos.

Superando a timidez e realizando gravações das aulas em sua casa com seu próprio celular, recorre a objetos domésticos e brinquedos que os alunos possuem fazendo com que associem ao conteúdo que está sendo estudado, tornando-os protagonistas das aulas. Ressalta também o fator empatia pelo próximo, reconhecendo o esforço das famílias em colaborar para que seus filhos possam dar continuidade ao aprendizado, assim como seu próprio esforço, pois tem um filho de dois anos que demanda atenção e por isso precisa adequar sua rotina para gravar, pois necessita de silêncio, além de fatores externos que também interferem.

Adriani se atenta a todos os detalhes para poder transmitir com máxima clareza o que deseja em suas aulas. Nas atividades que são realizadas envolvendo a escrita, explica detalhadamente como deve ser feita, desde a forma de como tem que segurar o lápis até o espaço a ser escrito e nas atividades lúdicas feitas em formato de vídeos, analisa a coordenação motora. Todas as tarefas são postadas num grupo de Whats onde mantém contato com os pais ou responsáveis e quando há dúvidas, responde individualmente procurando entender a dificuldade de cada um.
Assim como os demais professores e educadores, tem a certeza que a escola é fundamental para a socialização e evolução das crianças, reconhecendo a responsabilidade de cada profissional e que sente muitas saudades de estar próxima e ver as descobertas como por exemplo, a primeira leitura.

Fonte: Prefeitura de Votuporanga

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