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terça-feira , 29 setembro 2020
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Polícia Civil e IMA realizam novas diligências em abatedouro clandestino em Guarani

A Polícia Civil e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizam nesta terça-feira uma nova diligência na zona rural de Guarani. A ação é um desdobramento da realizada no mês passado, que identificou um abatedouro clandestino em uma fazenda.

De acordo com o delegado José Luiz Quintão, da Delegacia de Crimes Rurais do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), nesta ocasião, os fiscais do IMA averiguaram o gado interditado, por ter sido flagrado se alimentando com cama de frango.

Os mais de 50 animais serão abatidos futuramente durante nova ação do IMA, tendo em vista que o alimento que era fornecido a eles torna a carne imprópria para o consumo humano. Os policiais registraram outros rebanhos na propriedade, cuja procedência será objeto de continuidade das investigações.

A suspeita é de que animais eram abatidos em condições impróprias para o consumo humano e descartados em desacordo com a legislação ambiental e sanitária.

As investigações apontam ainda que a carne de cavalos, éguas e burros era comercializada como bovina. A carne dos animais abatidos era revendida para açougues na cidade, trazendo perigos à saúde da população.

A Polícia Civil ainda vai verificar ao longo das investigações os açougues que receberam a mercadoria vinda do abatedouro para apurar a procedência dos animais.

Primeira fase

Na operação realizada no mês de agosto, a Polícia Civil identificou um abatedouro clandestino em uma fazenda no município de Guarani.

Em coletiva de imprensa, o delegado José Luiz Quintão explicou que as investigações começaram como apuração de um roubo e furto de bois e cavalos na região.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com o apoio da Polícia Militar do Meio Ambiente e do IMA, que interditou os pontos de abate e acondicionamento insalubre.

Na fazenda, os agentes encontraram diversos ossos e carcaças de animais, enterradas em covas ou despejadas sobre vegetações ou rios, inclusive em locais de preservação permanente.

Na ocasião, três funcionários foram interrogados e o proprietário da fazenda não estava presente e não havia sido localizado.

Possíveis suspeitos poderão responder por crimes como maus-tratos de animais, falta de licenciamento ambiental, poluição ambiental e furto e roubo de animais. As penas somadas ultrapassam 15 anos de prisão.

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