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quarta-feira , 23 setembro 2020
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Jovem é queimado com água quente após discussão familiar e lesões atingem todo o corpo

Queimaduras de 2º e 3º graus nas costas, cabeça e membros são traumas que vão permanecer por muito na rotina e na vida do jovem David Souza, de 26 anos, morador de Santana, na Região Metropolitana. Durante uma discussão acalorada dentro de casa por causa de uma piscina de plástico, ele diz que a irmã se revoltou e jogou contra ele uma panela com água e óleo quentes.

Desde o fato, no fim da manhã de sexta-feira (18), ele está internado, primeiro no pronto socorro do município e depois no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) no Hospital de Emergência (HE) de Macapá. O estado de saúde é estável, mas sem previsão de alta.

Com o rosto e quase todo o corpo enfaixados, ele relata que além da violência física, sofreu xingamentos de cunho homofóbico durante a discussão. Isso tudo na presença do filho dele e de grande parte da família, que registrou queixa contra a agressora, de 30 anos.

“No começo fiquei desnorteado, com muita dor e só me joguei. Meus irmãos viram e ela puxou uma faca e começou a gritar que eu estava morto, que eu ia morrer. Eu não sabia o que pensar, o que dizer, não tinha reação”, contou David, que recebeu a Rede Amazônica no HE.

O jovem fez um relato sobre a ocorrência nas redes sociais e a postagem chamou a atenção, com centenas de comentários e compartilhamentos.

Mesmo com pedidos de familiares para preservar os filhos da agressora, a mãe de David, a Marlene Souza, disse que registrou boletim de ocorrência contra a filha. Ela confirmou também o temperamento agressivo, inclusive com outros conflitos dentro de casa.

“Meu outro filho tem uma marca no ombro de uma tesourada. Não registrei por causa do meus netos, ela já responde a um crime por ter tentado matar o ex-marido. São decisões difíceis para a gente tomar, mas eu decidi, registrei, porque meu filho [David] vai ficar com marcas”, contou Marlene, que o acompanha diariamente.

David vive em Florianópolis, em Santa Catarina, mas retornou para a casa da mãe em função da pandemia de Covid-19. Ele conta que a irmã sempre apresentou comportamento agressivo, mas que não esperava a violência extrema.

“Nos alteramos e comecei a ofender. Nos aproximamos muito no momento do ‘nervoso’. Meu irmão se aproximou e pediu para a gente parar. E diante disso, pegou uma panela que estava no fogo com frango, água, óleo, gordura e lançou contra mim, virou em cima de mim”, relata.

O jovem também busca justiça pelo caso e que pretende buscar seus direitos após a alta. No hospital, em tratamento, reclama das dores e das sequelas que poderão ficar no corpo e na mente.

Fonte: G1

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