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terça-feira , 17 março 2020
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Preso por latrocínio de taxista deixou cadeia em junho por ‘bom comportamento’

Fernandópolis – Renan Silva de Araújo, de 22 anos, um dos dois presos na noite de sábado, 11, pelo latrocínio do taxista de Fernandópolis Gabriel dos Santos, de 64 anos, havia saído da prisão em 18 de junho de deste ano. A Justiça concedeu liberdade provisória a ele, por bom comportamento, e ele cumpria pena de 12 anos por dois roubos à mão armada – um deles também contra um taxista. Quase dois meses após a soltura, ele e um primo, Breno Araújo, renderam e mataram o taxista, entre quinta, 9. O crime levanta a discussão sobre o sistema de progressão penal.

A dupla foi presa em Selviria (MS), enquanto fugia com o carro da vítima, um Ford Ka 2017. Na cidade, aproveitaram e assaltaram também um posto de combustíveis. Eles tinham plano de vender o veículo em Campo Grande (MS) e ficar com o dinheiro.

Renan cumpria pena no Centro de Ressocialização de Araçatuba e, no dia 18 de junho, pouco mais de dois anos após a condenação, o juiz da Vara de Execuções Criminais de Araçatuba, Henrique de Castilho Jacinto, atendeu pedido de liberdade. “O sentenciado cumpre pena em regime semiaberto e já atingiu o requisito objetivo necessário à progressão ao regime aberto, bem como possui bom comportamento carcerário e não foi condenado por falta grave nos últimos 12 meses”, escreveu o magistrado.

Pela ordem judicial, Renan deveria arrumar trabalho com carteira assinada, não frequentar bares e boates, não portar arma e comparecer regularmente à Justiça. Quando foi preso em Selvíria, Renan portava um revólver de calibre 22, usado para matar o taxista com um tiro na nuca.

O delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Fernandópolis José Hamilton Cardoso Machado afirma que a vida criminosa de Renan começou as 17 anos, quando ele, o pai e um irmão estupraram uma jovem. Pelo crime, o rapaz passou um ano internado na Fundação Casa. “Depois ele foi preso por assaltar um supermercado de Fernandópolis e depois roubou um taxista de Mirassol. O primo dele, Breno, é a primeira vez que cometia crime”, diz o delegado.

Em depoimento, os dois confessaram o assassinato, mas deram versões diferentes do crime, segundo o delegado Fernando Casati. “O Renan disse que a intenção era apenas ficar com o carro para vender e ficar com o dinheiro, mas, como o taxista teria reagido, ele diz que foi obrigado a matar. Mas o primo Breno disse que a todo momento a vítima implorava para não morrer e não esboçou qualquer reação.” Para a polícia, o taxista foi de fato executado, porque foi encontrado com um tiro na nuca, sinal de que não teve chance de defesa.

Renan e Breno estão provisoriamente na Penitenciária de Três Lagoas (MS), onde aguardam ordem da Justiça para serem transferidos para a cadeia de Guarani d’Oeste, região de Fernandópolis.

O delegado José Hamilton afirma que ainda falta encontrar a pessoa que teria vendido a arma usada no assassinato do taxista. “Estamos fazendo investigações por Fernandópolis para chegar até o fornecedor do revólver”.

Revolta

Maria Zilda Alves Pereira, a viúva do taxista, lamenta que Renan estivesse em liberdade provisória. “Desde o desaparecimento já imaginava que teria acontecido o pior. Lamentei e revoltei-me. Bandido não pode ter privilégio. Tem que estar na tranca.”

Gabriel era taxista na região de Campinas onde tinha medo de ser assaltado. Veio para Fernandópolis a convite do casal João e Lucelene Peceguini, de quem foram padrinhos de casamento. “Hoje me sinto até meio culpada de ter falado para eles que Fernandópolis era calmo. O Gabriel e a Nilzinha vieram para cá em busca de paz e olha o que acontece”, lamenta Lucelene. João não acredita que o amigo, que era de temperamento calmo, tenha tentado reagir. “Quem conhece o Gabriel sabe que ele teria entregue o carro. Era uma pessoa pacífica.”

A legislação brasileira dá direito a progressão da pena, ou seja, a concessão gradual da liberdade do detento, que passa pela saída temporária até o regime aberto, quando pode ficar fora da cadeia desde que arrume emprego e compareça regulamente para prestar contas de suas atividades. (Marco Antonio dos Santos – DIÁRIO DA REGIÃO)

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