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quinta-feira , 19 março 2020
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Engenheiro de Votuporanga é preso em flagrante pela PF ao receber propina em Jales

Jales – Um engenheiro civil da Caixa Econômica Federal (CEF) foi preso em flagrante ao receber propina em Jales (SP), na manhã desta sexta-feira (2), durante a operação ‘Liquidação’ da Polícia Federal.
Segundo a PF, a abordagem foi feita perto da agência da cidade, no momento em que o engenheiro havia acabado de receber R$ 5 mil em propina, exigida de um empresário do ramo da construção civil. Segundo a PF, o engenheiro, de 63 anos, mora em Votuporanga (SP) e é credenciado pela Caixa para fiscalizar obras financiadas em vários municípios da região de Rio Preto.
A PF recebeu informações de que o engenheiro exigia pagamentos de propina (chamados por ele de consultoria) desse empresário para que parcelas dos financiamentos concedidos pela Caixa fossem liberadas para pagamento.
Segundo a polícia, enquanto o empresário não pagasse a quantia exigida, o engenheiro não aprovava o andamento da obra e a parcela do financiamento ficava bloqueada, ou seja, não era liberada pela Caixa Econômica Federal.
O delegado Cristiano Pádua da Silva afirma que o empresário procurou outra sede da PF que o orientou a procurá-los, já que o crime ocorria na região de Jales.
“O empresário até achou que a cobrança fosse devida, mas em alguns momentos o engenheiro passou a exigir mais dinheiro, além dos R$ 10 mil, que já haviam sido pagos. Com a ajuda PF, então, o empresário marcou a entrega de R$ 5 mil para esta sexta-feira, quando fizemos o flagrante”, diz.
De acordo com as informações recebidas pela PF, a superintendência da CEF de Rio Preto foi alertada pelo empresário em dezembro de 2016, mas o engenheiro continuava trabalhando normalmente até esta sexta-feira (2). A PF informa que também vai apurar esta informação.
Segundo a PF, as investigações continuam com o objetivo de identificar a participação de outros envolvidos e vítimas do esquema criminoso. A CEF informou à TV TEM, por meio de nota, que vai esperar ser notificada pela PF e que pretende colaborar com as investigações.
O nome da operação, ‘Liquidação’, foi dado devido à conduta do engenheiro em dar descontos e parcelar o pagamento da propina exigida, assim como pelo fato da PF ter liquidado a ação do preso. O engenheiro será indiciado por corrupção passiva com pena de até 12 anos de prisão. Ele será encaminhado para um presídio da região de Jales, onde ficará à disposição da Justiça Federal.

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