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quinta-feira , 19 março 2020
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Amiga divulga última foto de votuporanguense que morreu em voo a caminho da Tailândia

Qatar – A analista financeira Camila, de 30 anos, é a amiga que estava junto com a brasileira que passou mal durante voo para a Tailândia e morreu após atendimento em hospital no Catar, na madrugada de domingo (30). Mesmo abalada, ela contou ao site G1 como foram as últimas horas ao lado da amiga.

A morte de Regina Dezani da Costa, de 40 anos, foi confirmada na segunda-feira (1º) pelo Ministério das Relações Exteriores e por parentes da administradora de empresas, que é de Votuporanga (SP). Camila diz que o laudo apontou ataque cardíaco agudo por causas naturais. A família e o Itamaraty ainda não confirmaram a causa da morte.

Camila conta que ela e Regina compraram as passagens para a Tailândia em outubro do ano passado e sonhavam com a viagem. “A gente queria fazer uma viagem, principalmente eu, para comemorar os 30 anos que fiz neste ano. Em princípio, eu ia sozinha para o Chile, mas a Rê disse que não, que íamos juntas com uma outra amiga, já que éramos um trio de amigas muito unidas”, lembra.

Segundo Camila, as duas eram amigas há mais de 10 anos e a define como alegre e iluminada. A analista financeira afirma que ainda não consegue acreditar em tudo o que aconteceu e que Regina nunca tinha viajado para fora do Brasil.

“Era a nossa primeira viagem internacional. Jamais, no meu pior pesadelo, imaginei algo do tipo. No dia do voo ela estava super animada, apesar de cansada, porque trabalhamos o dia todo.”

Camila lembra que Regina foi buscá-la em casa com um amigo, que as deixou no aeroporto. “Entramos no avião e não nos preocupamos com a questão de andar. Como bebo muita água, eu fui ao banheiro uma vez, mas ela não. Não sabíamos que poderia ter problemas como embolia pulmonar. Dormimos assim que entramos no avião. Acordamos só na primeira refeição, tomamos café da manhã e voltamos a dormir.”

Segunda refeição

A analista financeira conta que as duas dormiram muito e já tinham cerca de nove horas de voo, quando serviram a segunda refeição. “Perguntei a ela se não ia levantar para ir ao banheiro, mas não queríamos atrapalhar um senhor que estava ao nosso lado. Quando ela acordou estava vindo o jantar e perguntei se ela não ia dar uma caminhada e ela disse que ia comer e depois íamos. Comemos arroz com frango, nada de diferente, e depois de uns 10 minutos tiraram as bandejas e ela começou a passar mal”, lembra.

Camila diz que, logo em seguida, a amiga virou para ela e disse que estava com calor. “Realmente estava quente e eu disse para ela tirar a blusa. Ela pediu para eu ajudá-la a tirar e, de repente, desmaiou. Eu a chamava e nada. Chamei as comissárias e já a levaram para o corredor. Ela desmaiava e voltava várias vezes, baixava a cabeça e desmaiava de novo.”

A amiga conta que as comissárias de bordo chamaram os médicos que estavam a bordo, que fizeram massagem e respiração. “Eles pediam para respirar mais forte e ela reclamava de dores fortes nas costas e de falta de ar. Me disseram que ao chegar ao Catar ela teria que fazer exames, trocavam as máscaras de oxigênio, faziam massagem na perna para ver se era circulação. Quando foi para pousar ela teve um ataque cardíaco agudo, ela vomitou e eles fizeram respiração boca a boca, quando pousou ainda estava viva, mas acho que quando foi para o hospital não mais.”

Camila esclarece que o pouso no Catar não foi devido ao mal estar da Regina, fazia parte da conexão. Ela conta que após o pouso a levaram para um lugar acoplado ao avião para ir ao hospital com Regina. “Diferente do que disseram, eu acho que ela morreu dentro do avião, já tinha pousado, mas eu via o que eles estavam fazendo. Eu vi que ela já estava com o rosto coberto e sem os aparelhos, sem soro. Por mais que digam que ela faleceu no hospital, eu acredito que a levaram para o hospital só para terem certeza, mas acho que ela já saiu do voo sem vida”, lamenta.

Saudável

Regina trabalhava em laboratório e, segundo a amiga, fazia exames com frequência. “Ela era saudável, não sei se ela teria tido isso em terra. O laudo apontou ataque cardíaco agudo por causas naturais.”

Camila diz que quando a amiga começou a passar mal achou que seria algo rápido e passageiro, mas quando percebeu que a cada vez que Regina tinha uma crise ela voltava menos consciente, ficou desesperada. “Meu primeiro pensamento foi: preciso focar na minha amiga e esquecer a viagem em si. Quando passei pelos policiais e percebi que eles não quiseram que eu visse o rosto dela, ainda não tinha caído minha ficha. Nunca tinha lidado com aquela cultura, mas me surpreendi porque me trataram muito bem. Me levaram para a delegacia dentro do aeroporto, levaram uma tradutora para mim e ainda estava em transe, em choque, e só me dei conta de tudo o que estava acontecendo quando fui escrever para a minha mãe o que estava acontecendo.”

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