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sexta-feira , 20 março 2020
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‘Mistura de decepção com raiva’, diz marido de mulher morta e acorrentada por idoso

São José do Rio Preto – O web designer César Augusto Lopes evita saber detalhes sobre o que aconteceu com sua mulher, Simone de Moura Facini Lopes, de 31 anos, que foi assassinada e acorrentada seminua à cama em uma chácara de São José do Rio Preto (SP), no último dia 12. Ele diz que prefere se poupar, mas soube por familiares que Francisco Lopes Ferreira, de 64 anos, confessou o crime.
“Senti uma mistura de decepção com raiva. Fiquei indignado porque só fazíamos o bem para este senhor”, afirma.
Lopes conta que a mulher levava comida para o suspeito todos os dias na hora do almoço e, às vezes, ia à noite também. “Ela ia fazer a alfabetização, o estudo bíblico, e fazia com amor. De vez em quando, eu a via pegar o caderninho corrigir os estudos dele e organizar para o próximo dia. A gente não consegue imaginar como um ser humano pode fazer esta atrocidade que ele fez com minha esposa, que só fez o bem para ele”, afirma.
A reconstituição do crime deve ser feita na próxima semana. Os dois homens que moravam na chácara estão presos suspeitos de terem cometido o crime. Francisco Lopes Ferreira, de 64 anos, foi preso na segunda-feira (20) ao sair de uma mata, onde ficou escondido por 10 dias. O outro suspeito, Juvenal Pereira dos Santos, de 47 anos, foi preso cinco dias após o crime perto da chácara onde morava e onde o crime aconteceu. Os dois já cumpriram pena juntos por estupro.
O marido de Simone conta como era a rotina da mulher e afirma que eles nunca imaginaram que o idoso tivesse passagem pela polícia. “Em momento algum minha esposa sentiu medo, ele passou o Natal na casa da minha sogra, então, ele me enganou, minha sogra, meu sogro. Ele enganou muita gente. Uma vez uma vizinha veio me dizer que seria perigoso ela ir lá sozinha porque havia dois homens. Então, eu a chamei para conversar e pedi para ela parar de ir, mas ela disse que quando ia o outro rapaz não ficava lá, que eu não precisava me preocupar.”

Confiança
Lopes afirma que uma vez Simone levou Francisco à casa deles e o idoso lhe disse para confiar nele. “Eu achava que ele era uma pessoa simples, criada na roça, sem maldade no coração. Ele me disse: ‘César você pode ficar tranquilo eu amo a Simone como se fosse minha filha’. Ela o ajudava tanto, que não senti que seria um mal para ela. Se eu tivesse uma faísca de imaginação de que ele faria mal a ela, não teria deixado, mas infelizmente a gente foi realmente enganado por este senhor”, lamenta.
Outra situação lembrada pelo marido foi a de a mulher ter se esforçado para comprar uma dentadura para Francisco. “Me lembro que ela falou para mim: ‘Mor, o seu Francisco, na verdade ela o chamava de irmão, fica chupando o alimento e não mastiga porque não tem dente. Vamos comprar uma dentadura para ele?’ Eu disse que não tínhamos condições, porque custava R$ 500, mas ela me convenceu. Me dizia que tínhamos que ajudar as pessoas. ‘Vamos fazer o bem, Deus vai abençoar a gente’, falava. Sem dizer as muitas coisas que fazíamos para ele. Ele ia em casa, ela cortava a unha dele, então a gente fica indignado, porque ela só fazia o bem para ele”, diz.
“Minha esposa o amava como se fosse um avô, era como se fosse um vozinho que ela estava ajudando, uma pessoa que ela acreditava estar levando para Deus, uma estrelinha que ela estava ganhando no céu, porque na nossa religião quando a gente leva uma pessoa para Deus ganhamos uma estrelinha no céu, na nossa coroa celestial.”
Segundo ele, Simone estava entusiasmada porque estava ganhando a primeira estrelinha dela, porque ele dizia que ia ser batizado na igreja. “Ele chegou a ir à igreja com ela e outros irmãos para limpar. Ela acreditava que ele estava se encaminhando para Deus. É difícil porque a gente sentia o amor dentro do coração dela.”
O marido conta que a relação entre ele e a mulher era de muita confiança, por isso nunca a acompanhou até a chácara. “Sou caseiro, não sou de sair, a gente já fez trabalhos missionários juntos, mas esse trabalho em especial ela fazia sozinha. Uma vizinha apresentou o Francisco para a Simone e ela achou a necessidade em ajudá-lo. Nossa relação era de muita confiança e ela tinha essa liberdade, amava essa liberdade.” (Reportagem G1)

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