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terça-feira , 17 março 2020
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OPINIÃO: ‘Nossa Senhora no Carnaval?’ – Pe Marcio Tadeu Reiberti Alves de Camargo

A crise de identidade da fé católica é uma constante neste mundo líquido que vivemos. Ora pedimos que nossos bispos sejam pastores, ora não aceitamos as suas indicações para uma nova evangelização.

O Cardeal de São Paulo, Dom Odilo, tem sofrido inúmeras críticas por ser pastor, por acreditar numa igreja que caminha no meio de povo, por ter certeza que o Brasil cristão e não cristão é abençoado pela mesma mãe de Jesus, que conhecemos por Nossa Senhora Aparecida.

Há mais de dois anos, procurado por uma escola de Carnaval que queria homenagear a Virgem de Aparecida em seu enredo, com prudência, consultou o Santuário nacional de Aparecida e a própria CNBB, na figura de seu presidente e, demostrando comunhão e coragem para enfrentar estes novos areópagos, aceitaram o enredo com os seguintes critérios: 1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 2. Fidelidade aos fatos históricos; 3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo.

Não gosto de carnaval, desde a mais tenra idade fui educado na fé para considerar o carnaval como aquilo que hoje ele se apresenta uma festa popular, em cuja moralidade cristã nem sempre é respeitada.

Contudo, auscultando os críticos do Cardeal paulistano pela autorização, fiquei lembrando de Maria, da sua primeira viagem missionária de Nazaré a Ein Karen para ajudar sua prima na difícil tarefa de uma gravidez tardia. Pensei, se todos os seus passos teriam sido dados em lugares santos, purificados pelos sacerdotes de sua época.

Maria caminhou para servir, para encontrar Isabel, sem pensar que sua moral poderia ser abalada pela gravidez fora do matrimônio e a condenação de uma mulher no seu estado, seria a Morte. Também, lembrei de Jesus, que não mediu esforços para derrubar a falsa doutrina farisaica da acepção de pessoas, que diminuía a revelação de Deus a um povo escolhido e não a toda humanidade.

Maria caminhou para servir, para encontrar Isabel, sem pensar que sua moral poderia ser abalada pela gravidez fora do matrimônio e a condenação de uma mulher no seu estado, seria a Morte. Também, lembrei de Jesus, que não mediu esforços para derrubar a falsa doutrina farisaica da acepção de pessoas, que diminuía a revelação de Deus a um povo escolhido e não a toda humanidade.

Nunca, de fato, vi mais que alguns minutos de Carnaval pela TV até este ano, não havia encontrado um pretexto forte para fazê-lo, um motivo que fosse, que não desviasse meus propósitos e o jeito de viver a santidade que busco com esforço diário.

Graças a escola de samba paulista, Unidos de Vila Maria, e seu desejo de lembrar dos 300 anos da aparição da imagem da Mãe da Igreja, Nossa Senhora Aparecida, farei um esforço para, durante a madrugada, ver a Virgem pura, concebida sem pecado, padroeira do meu amado Brasil, sendo lembrada sem perder sua pureza perpétua pela avenida que antes poderia ser do pecado, mas, que pelo menos naqueles cinquenta minutos, será a avenida da IMACULADA.

 

Pe Marcio Tadeu Reiberti Alves de Camargo, 

Comunicador, especialista em Bioética e Pároco

 

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